Consultores de Franquias veem Jogos em grupo como Tendência para o Futuro

18 de maio de 2017

Não é só nos países asiáticos e na Europa que as salas temáticas com jogos de escape estão fazendo sucesso. Nesses espaços, os grupos precisam resolver enigmas. E, embora esse modelo tenha chegado no Brasil há cerca de dois anos, especialistas já preveem que essa será a tendência do futuro.

É o que afirma a sócia-diretora da Franquear Consultoria, Milena Lidor. De acordo com a consultora, vem havendo um aumento expressivo deste tipo de negócio em grandes centros. E, para ela, é algo que surgiu para gerar sentimento além da diversão, mas também para incentivar o relacionamento interpessoal.

 

“Viemos até aqui com incentivos à individualidade, ao personalizado, ao gourmet e isso fez com que o comportamento das pessoas evoluísse em egoísmo. O avanço desse tipo de negócio mostra inclusive o aumento do interesse de alguns em voltar a convivência em comunidade, equipe, grupo”, avalia Lidor.

Experiência em grupo e sensorial

 

Mas muitos ainda têm dúvidas de como funcionam os jogos de escape. Trata-se de uma nova forma de entretenimento, com uma experiência mais sensorial e estimulante, já que os objetos e móveis são usados para criar um ambiente perfeito.

É possível ter, em média, de quatro a 16 participantes por rodada. E o objetivo do jogo costuma ser desvendar algum mistério por meio de pistas. Assim, todos devem se esforçar para escapar da sala em no máximo até 60 minutos.

 

Se isso não acontecer, é necessário um resgate. Nem sempre todos os jogadores vencem o desafio. A média é que apenas 20% deles concluam de maneira bem-sucedida.

 

 

Redes de franquias se especializam

Embarcando nesse sucesso, duas redes de franquias têm se destacado no mercado nacional na oferta desse tipo de serviço de jogos: o Escape 60’, empresa brasileira, e a Puzzle Room, marca europeia.

 

O Escape 60’, por exemplo, foi um dos pioneiros no Brasil, em junho de 2015, aguçando as habilidades e a inteligência dos participantes. E hoje já são sete unidades, sendo três próprias e quatro franqueadas.

 

Diretor da área de inovação do Escape 60’, Márcio Abraham conta que foram feitos estudos e testes para desenvolver salas temáticas e com histórias interessantes. Tudo para que o jogador possa ter uma experiência mais sensorial.

 

“Escolhemos cada assunto, para despertar ao máximo a curiosidade das famílias, dos grupos de amigos e das empresas”, afirma o diretor, que é sócio de Jeannette Galbinski, consultora empresarial de grandes organizações, e que está à frente do Escape 60’.

 

Aberta no Brasil em julho de 2015, a Puzzle Room conta com três unidades no território nacional. A previsão é que, em 2017, sejam inauguradas mais sete franquias em vários estados. Ou seja: haverá um aumento de quase 250% no número de espaços.

 

A rede trouxe a experiência de dois anos de atuação na República Tcheca e Suíça e tem dado muito certo no Brasil. Pelo menos, é o que conta o CEO da Puzzle Room Brasil, Rodrigo Matrone.

 

Os temas de salas da marca são divididos entre terror, suspense e aventura, destacando-se cinco, como o Inverso do Universo; CSI – Investigação Criminal; Carandiru; Asylum e O Locatário.

Demandas empresariais com jogos de escape

Os jogos de escape não se tratam apenas de um mecanismo voltado para adolescentes e jovens adultos. Na verdade, qualquer um pode participar. Mas o que tem se visto recentemente é o uso desse tipo de estratégia no mundo corporativo.

 

Nesse caso, acaba virando uma ferramenta de recursos humanos. Assim, algumas empresas já têm adotado o método para estimular a integração, comunicação, trabalho em equipe, e liderança de seus funcionários.

 

Também é possível melhorar a capacidade de resolução de problemas de cada um. Dentre os usos dos jogos, destacam-se o treinamento, melhoria da integração das equipes, processos de seleção e até confraternizações da empresa.

 

Para isso, foi criada uma dinâmica diferente. E, tanto o Escape 60’ quanto a Puzzle Room têm trabalhado com esse tipo de demanda empresarial. Ambas oferecem relatórios de desempenho e outros recursos que podem auxiliar no dia a dia corporativo com jogos de fuga.

 

 

Modelo de franquia promissor

As vantagens desse tipo de negócio tem atraído os olhares de investidores. Mas, quem deseja abrir uma franquia desse tipo deve ter cuidado. Como aponta a consultora de franchising Milena Lidor, é preciso analisar bem por ser um investimento alto.

 

“O que deve ser analisado de perto é o plano de negócios. Porque isso passa por grandes influências da sazonalidade anual, períodos de grandes fluxos e de baixos. Se não forem bem planejados financeiramente, poderão gerar dificuldades”, argumenta a consultora.

 

O local onde a franquia será implantada talvez seja um dos fatores mais importantes no caso dos jogos de escape e em grupo. Por isso, Lidor recomenda que o franqueado estude bastante essa questão e conheça bem o fluxo de pessoas e seu comportamento. “Isso é essencial para a saúde financeira da empresa”, finaliza.

 

Mas a parte positiva, como antecipa a consultora de franquias, é que, mesmo sendo um negócio relativamente novo no Brasil, já é possível prever uma longa expectativa de vida. E ela ainda completa que devem surgir novas frentes de atuação, o que anima ainda mais o mercado.

 

Como abrir uma franquia de jogos de escape

 

Um dos requisitos para abrir um espaço do Escape 60’ é que cada unidade tenha, pelo menos, quatro salas de jogos. E é preciso ter uma área ampla para caber até 16 jogadores por sala.

 

Os investimentos iniciais para o Escape 60’ são de R$350 mil. Mas isso vai depender do estado do imóvel e de outros fatores, como número de salas. E a ideia é implantar esse modelo apenas em cidades com mais de 350 mil habitantes.

 

O prazo para retorno desse investimento varia de 12 a 30 meses e a expectativa de faturamento mensal é de, no mínimo, R$ 70 mil e chega a R$ 220 mil.

 

Para investir na Puzzle Room, os valores já são mais baixos. Com R$ 120 mil, já é possível abrir uma franquia com quatro a cinco salas. O retorno costuma vir em entre 12 e 18 meses de operação. Não há taxas de franquias e nem royalties.

 

A rede europeia faz a criação do ambiente totalmente em parceria com o franqueado. E o suporte pode ser feito em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e tcheco. O custo sugerido ao franqueado para uso das salas é de R$ 75 por participante.

 

Fique ligado

Percebe-se que esses jogos de fuga realmente são uma opção rentável. Mesmo sendo algo novo, os especialistas já apontam para um cenário mais favorável, acompanhando o sucesso mundial. E muitos franqueados estão embarcando nisso.

 

Ficou interessado nesse segmento? Pode ser uma oportunidade de entrar para o mundo das franquias.

 

EBOOK GRÁTIS: POR QUE AS FRANQUIAS QUEBRAM? OS 7 MOTIVOS.

Preencha com seu nome e e-mail e baixe seu ebook grátis!